Para descobrir o que seus clientes pesquisam antes de encontrar sua empresa, o melhor ponto de partida é cruzar dados do Google Search Console com as páginas que recebem essas visitas. Você provavelmente não conseguirá reconstruir cada pesquisa de cada pessoa individualmente, mas consegue enxergar quais dúvidas, serviços e problemas estão trazendo potenciais clientes até o site.
Essa informação é valiosa porque revela algo que muitas empresas desconhecem: o cliente nem sempre pesquisa o nome do serviço do jeito que você chama internamente.
Seu cliente pode estar procurando pelo problema sem saber o nome do serviço que você vende
Empresas costumam organizar seus produtos e serviços usando a linguagem de quem trabalha dentro do negócio.
O cliente não necessariamente pensa da mesma forma.
Ele pode não pesquisar “consultoria de SEO”. Pode pesquisar:
- por que meu site não aparece no Google;
- como conseguir clientes sem depender de anúncios;
- por que meu concorrente aparece antes de mim;
- como fazer minha empresa ser encontrada;
- por que meu site tem poucas visitas.
A necessidade é relacionada a SEO, mas a pessoa ainda não está usando essa palavra.
Como descobrir o que as pessoas pesquisaram antes de entrar no seu site
Se sua empresa já recebe tráfego orgânico, o Google Search Console é uma das fontes mais úteis para entender como seus clientes encontram sua empresa no Google.
No relatório de desempenho, é possível analisar consultas que geraram impressões e cliques para o site.
Ali podem aparecer três tipos de pesquisa bastante diferentes:
Buscas pela marca
A pessoa já conhece sua empresa e pesquisa diretamente o nome dela.
Buscas pelo serviço
A pessoa sabe o que precisa e procura diretamente uma solução ou fornecedor.
Buscas pelo problema
A pessoa ainda está tentando entender uma situação e encontra sua empresa durante essa pesquisa.
Esse terceiro grupo costuma revelar boas oportunidades de conteúdo porque mostra como o público descreve a necessidade antes de chegar à solução.
A pesquisa mostra a pergunta. A página acessada ajuda a entender o que a pessoa queria resolver
Olhar apenas para a palavra pesquisada pode ser pouco.
O ideal é cruzar a consulta com a página que apareceu para aquela busca.
Imagine que uma página sobre determinado serviço começa a aparecer para pesquisas que você nunca planejou originalmente.
Isso pode indicar que o Google já percebe alguma relação entre aquela página e uma necessidade do público.
Nesse momento, você pode investigar:
- se a página responde bem àquela pesquisa;
- se existe uma seção que deveria ser aprofundada;
- se a consulta merece uma página própria;
- se há risco de criar duas páginas para a mesma intenção;
- se aquela pesquisa está próxima de uma decisão comercial.
O Search Console mostra onde você já aparece. O maior espaço de crescimento pode estar onde você ainda não aparece
Existe uma limitação importante: o Search Console ajuda a entender pesquisas em que seu site já teve alguma presença.
Ele não entrega uma lista completa de tudo o que potenciais clientes pesquisam e para o que sua empresa permanece invisível.
É aí que entram outras análises:
- palavras-chave de concorrentes;
- resultados atuais do Google;
- perguntas relacionadas;
- dúvidas recebidas pelo comercial;
- termos usados pelos próprios clientes;
- problemas que aparecem repetidamente em reuniões e propostas.
Esses sinais ajudam a encontrar a diferença entre o que sua empresa já captura e o que o mercado pesquisa sem encontrar você.
Não transforme toda pesquisa em artigo: primeiro descubra o que aquela busca representa
Encontrar uma consulta interessante não significa automaticamente que você precisa publicar uma nova página.
Antes disso, vale responder:
- a pessoa está procurando informação ou fornecedor?
- essa busca tem relação real com o que vendemos?
- já existe uma página do site que deveria responder?
- a intenção é diferente o suficiente para justificar uma nova URL?
- essa pesquisa aparece com frequência ou faz parte de um grupo maior de dúvidas?
Esse cuidado evita criar dezenas de conteúdos muito parecidos disputando entre si no Google.
Uma busca nova pode resultar em um artigo novo, uma seção adicional em uma página existente ou simplesmente uma melhoria na forma como o serviço é explicado.
A melhor palavra-chave pode ser uma frase que sua equipe nunca usaria
Existe uma diferença importante entre a linguagem técnica de uma empresa e a linguagem usada pelo cliente.
Quem trabalha todos os dias em determinado mercado conhece nomes, categorias e termos específicos.
Quem está tentando resolver um problema pela primeira vez pode pesquisar de maneira muito mais simples.
E isso muda completamente uma estratégia de SEO.
Na bfind, uma das perguntas que orienta o planejamento é:
“O que essa pessoa pesquisaria antes de saber o nome da solução?”
Porque é justamente nessa etapa que podem existir buscas relevantes, comerciais e ainda pouco exploradas pelos concorrentes.
Perguntas frequentes sobre o que os clientes pesquisam no Google
Como saber o que as pessoas pesquisaram antes de entrar no meu site?
O Google Search Console mostra consultas que geraram impressões e cliques orgânicos para páginas do seu site. Cruzar essas consultas com as páginas acessadas ajuda a entender melhor a intenção da pesquisa.
O Google Analytics mostra o que a pessoa pesquisou no Google?
O Analytics ajuda a analisar aquisição e comportamento no site, mas o Search Console é a ferramenta mais diretamente ligada às consultas orgânicas do Google que geraram visibilidade e cliques.
Como descobrir o que meus clientes pesquisam no Google?
Combine dados do Search Console com ferramentas de palavras-chave, análise de concorrentes, dúvidas recebidas pelo comercial e a linguagem usada pelos próprios clientes ao explicar seus problemas.
Toda pesquisa relevante precisa virar um artigo?
Não. Consultas com a mesma intenção podem ser atendidas pela mesma página. Criar uma URL para cada variação pode gerar conteúdo redundante e aumentar o risco de canibalização.
Por que meus clientes pesquisam palavras diferentes das que minha empresa usa?
Porque o cliente normalmente descreve a necessidade com base no problema que percebe, enquanto a empresa tende a usar o nome técnico do serviço ou solução. Uma estratégia de SEO precisa considerar as duas linguagens.